segunda-feira, 25 de outubro de 2010

HOMOFOBIA

Sou a garota que foi expulsa de casa porque disse a minha mãe que eu sou lésbica.

Sou a prostituta que trabalha nas ruas porque ninguém quer contratar uma mulher transexual.

Sou a irmã que consola o irmão gay e o abraça forte nas noites dolorosas.

Somos os pais que enterraram a filha muito cedo.

Sou o homem que morreu sozinho no hospital porque ninguém permitiu que meu parceiro de 27 anos entrasse no meu quarto.

Sou a criança que acorda com pesadelos em que sou tirado de meus dois pais, os quais são a única família amorosa que eu já tive. Gostaria que eles pudessem me adotar.

Sou sortudo, eu acho. Sobrevivi a um ataque que me deixou em coma por três semanas e em um ano provavelmente voltarei a andar.

Não sou sortudo. Me matei algumas semanas antes de me formar no ginásio. Era demais para que eu pudesse suportar.

Somos o casal que perdeu a agente de imóveis quando ela descobriu que queríamos alugar um apartamento de um só quarto para dois homens.

Sou a pessoa que nunca sabe qual banheiro usar para evitar comentários desagradáveis.

Sou a mãe que não pode ver os filhos que dei a luz e criei, com amor e carinho. A corte diz que não sou boa mãe porque vivo agora com outra mulher.

Sou a sobrevivente de violência doméstica que teve apoio, porém fui abandonada quando descobriram que a agressora era também uma mulher.

Sou o sobrevivente de violência doméstica que não teve apoio porque sou um homem.

Sou o pai que nunca abraçou o filho, pois cresci com medo de mostrar afeição por outros homens.

Sou a professora de economia doméstica que sempre quis ensinar educação física, até alguém me dizer que só lésbicas fazem isso.

Sou o homem que morreu quando os paramédicos pararam de me tratar assim que perceberam que eu era transexual.

Sou aquele que se sente culpado porque acho que eu poderia ser uma pessoa melhor se eu não tivesse que lidar com a sociedade me odiando.

Sou o homem que parou de frequentar a igreja, não porque eu não acredito, mas porque eles fecharam as portas para o meu tipo.

Sou aquele que tem que esconder o que esse mundo mais precisa, amor.

Sou aquele que tem medo de dizer aos seus "compreensivos" pais cristãos que amo outro homem.


Eu li isso há um tempo atrás no perfil de uma ficwiter.
Infelizmente é assim que o mundo é. Não adianta dizer que a sociedade está mais evoluída, no fundo continua intolerante.

domingo, 10 de outubro de 2010

Experiência evangélica

Contarei agora uma experiência que tive com a Igreja Universal.
Eu fui para a casa do meu namorado, mas cheguei antes dele e não tinha a chave. Para não ficar sozinha, fui até uma vizinha muito simpática, mas ela estava indo para a missa e me convidou. Como sempre tive curiosidade de saber como era uma missa evangélica, fui junto.
Pra quê?
Eu tenho epilepsia. É controlada, mas o pastor teve a coragem de dizer que as convulsões são causadas pelo demônio. É ele que faz a pessoa se contorcer, babar e umas outras coisas.
Como me ensinaram a respeitar a fé dos outros, fiquei quieta.
Ele começou a falar do dízimo. Disse para os fiéis deixarem de pagar os outros e suas dívidas para pagar a Igreja.
Continuei quieta.
Não sou católica, mas fiz catequese e conheço a Bíblia. Ele manipulava o Livro para seus propósitos. Cada uma que eu escutei... Se dizem cristãos, mas falavam sobre Pomba Gira, axé, banho de sal grosso...
Quietinha no meu canto.
Então começaram a dar a benção.
Uma mulher chegou até mim e começou a expulsar um demônio que (segundo ela) estava no meu corpo. Ela me apertava, sacudia e me mexia do lugar. Apertou tanto que doeu minha cabeça e eu disse "tá doendo!". Rsposta: "saia e não machuque o corpo desta menina!!!"
Ela falava coisas muito estranhas e pedia pro demônio gritar. Me segurei pra não rir.
Logo depois meu namorado chegou e me tirou de lá. Ele me deve uma.
Como eu disse, fui ensinada a respeitar a fé dos outros. MAS ISSO FOI DEMAIS!!!! Não creio que um Deus pediria o que os pastores pedem.
Minha curiosidade foi saciada e espero nunca mais ter que assistir outra missa. Fanátismo, seja para o que for, nunca foi uma coisa boa.
Bye!

domingo, 3 de outubro de 2010

Quando eu estava no colégio, teve uma apresentação e um dos trechos era "E penso se o que me abate realmente existe. Uma queda repentina e a felicidade é perdida? E não sei como acho forças para rastejar. Se a vida é apenas isso, prefiro não continuar!"
Há algum tempo minhas colegas tiveram uma discussão. O tema era: covardia é permanecer em um mundo prestes a entrar em colapso ou desistir de continuar?